Resposta direta: Os principais tipos de magnésio são Bisglicinato, L-Treonato, Citrato, Dimalato e Óxido. Cada forma tem biodisponibilidade, custo e ação diferentes. O Bisglicinato tem a maior absorção geral; o L-Treonato tem afinidade com o cérebro; o Citrato tem boa absorção e custo acessível; o Dimalato apoia o metabolismo energético; o Óxido tem menor absorção mas alta concentração elementar.
Por que existe tanta variação entre os tipos?
O magnésio puro não existe isolado na natureza — ele sempre está ligado a outro composto (o “carregador”). Esse carregador define como o mineral é absorvido no intestino, onde atua no organismo e com que velocidade é eliminado. Não existe um tipo universalmente superior: a escolha ideal depende do objetivo, da situação e do orçamento.
Comparação entre os principais tipos de magnésio
Magnésio Bisglicinato (Quelato)
Biodisponibilidade: Alta (uma das maiores entre todas as formas)
Como funciona: O magnésio está ligado a dois aminoácidos de glicina, formando um quelato que é absorvido pelo intestino com a mesma eficiência das aminoácidos — por vias diferentes do magnésio inorgânico. Menos dependente do pH gástrico.
Ideal para: Uso geral, músculos, sono, ansiedade, quem tem sensibilidade gastrointestinal
Tolerância digestiva: Excelente — raramente causa diarreia
Magnésio L-Treonato
Biodisponibilidade: Média-alta (destaque na penetração da barreira hematoencefálica)
Como funciona: O ácido treoníco (derivado da vitamina C) carrega o magnésio até o cérebro com maior eficiência do que outras formas. Estudos em animais mostraram melhora em memória e função cognitiva.
Ideal para: Memória, foco, saúde cognitiva, neuroproteção
Ponto de atenção: Custo mais elevado e evidências clínicas em humanos ainda limitadas em comparação ao Bisglicinato
Magnésio Citrato
Biodisponibilidade: Boa (superior ao Óxido)
Como funciona: Ligado ao ácido cítrico, com absorção solidária em meio ácido. Tem leve efeito osmoláxante.
Ideal para: Uso geral com boa relação custo-benefício, constipação
Ponto de atenção: Doses altas podem causar fezes amolecidas
Magnésio Dimalato
Biodisponibilidade: Boa
Como funciona: Ligado ao ácido málico, composto envolvido no ciclo de Krebs (produção de energia celular). Atua especialmente no metabolismo mitocondrial.
Ideal para: Fadiga muscular, fibromialgia, suporte ao metabolismo energético, atletas
Diferencial: O ácido málico por si só já tem benefício na performance muscular
Magnésio Óxido
Biodisponibilidade: Baixa (4–25% dependendo do estudo)
Como funciona: Forma inorgânica com alta concentração de magnésio elementar por grama. A baixa absorção intestinal faz com que muito do magnésio chegue ao cólon, onde atrai água.
Ideal para: Reposição de alta concentração elementar (quando combinado com formas mais absorvíveis)
Ponto de atenção: Uso isolado não é a melhor estratégia; combinado com Bisglicinato e Dimalato, contribui com concentração elementar
Tabela comparativa rápida
| Tipo | Absorção | Melhor para |
|---|---|---|
| Bisglicinato | ⭐⭐⭐⭐⭐ | Uso geral, sono, músculos, ansiedade |
| L-Treonato | ⭐⭐⭐⭐ | Cognição, memória, cérebro |
| Citrato | ⭐⭐⭐⭐ | Uso geral, custo-benefício |
| Dimalato | ⭐⭐⭐⭐ | Energia, fadiga, atletas |
| Óxido | ⭐⭐ | Concentração elementar (em combos) |
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